O Farol

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Sabemos que dentro do gênero terror, existem sub-gêneros. Uma delas é terror psicológico, outro, terror físico (exemplo: ‘IT – A coisa’) e por fim, terror físico-psicológico (O Exorcista (1973) é um ótimo exemplo). O Farol se adequa no ‘terror psicológico’ e o diretor utiliza muito bem as ferramentas, do sub-gênero.

O longa-metragem saiu no ano de 2019 nos Estados Unidos e apareceu nos cinemas brasileiros, em 2020. A obra-cinematográfica foi dirigido por Robert Eggers (A Bruxa), sendo estrelado por Robert Pattinson (The Batman) e Willem Dafoe (Projeto Flórida).

A sinopse do filme: Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol, contrata um novo ajudante, o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson), para substituir o funcionário passado; mas conforme o tempo passa, os dois começam ter comportamentos estranhos.

Se sentiu que faltou algo na sinopse (para concluir), saiba que o seu sentimento está correto, pois literalmente, o filme deixa mais dúvidas; contudo, felizmente, os roteiristas (Robert Eggers e Max Eggers) acertaram em cheio, em deixar diversas questões abertas, porque o tema profundo do longa-metragem, é perspectiva de vida. Inicialmente, parece que o filme é confuso, mas não é; quanto mais o minuto passa, mais fica explícita a objetividade da história.

Claro, para desenvolver uma boa história (partindo de um assunto), tem que haver uma boa narrativa; e felizmente, os roteiristas fizeram isso muito bem. A narrativa é bem estruturada; às vezes, dá uma sensação que a narrativa não tem início, meio e fim, devido à tamanha humanização na estrutura escrita.

Obviamente, a narrativa precisa do talento do diretor e dos atores para funcionar. Começando pelo diretor: Robert Eggers sabia o que estava fazendo desde o início (do roteiro à gravação); porque o nível da atmosfera é grandiosa, permitindo que os assistentes consigam sentir, o que os personagens estão sentindo; não apenas a parte emocional, também é possível sentir a temperatura do ambiente, o sofrimento… A escolha em exibir o filme em preto e branco e na proporção 1:19:1, foi inteligente; em preto e branco, foi possível o diretor brincar com as sombras e essas sombras, quando bem utilizado, causam medo em quem assiste a obra, portanto demonstra que o personagem esconde algo dentro de si. Falando sobre a tela exibida, a obra cinematográfica se passa em uma ilha e essa proporção, nos diz quão “apertado (no sentido de, tudo que eu faço é observado)” é o local. Óbvio, o trabalho do diretor dependia dos desempenhos dos profissionais, e felizmente o desempenho dos atores é espetacular! O Willem Dafoe, parece que venho do século retrasado para gravar, pois atua como marinheiro e fala como marinheiro (literalmente), é incrível! O homem é talentoso. Outro ator que demonstrou ser talentoso, é o Robert Pattinson; no começo do filme, parece que é mais um personagem (mas só parece mesmo…), porém enquanto os minutos avançam, o ator começa roubar as cenas e às vezes, chega assustar de tanta loucura.

Para complementar, o diretor abusou (no sentido positivo) da trilha sonora, colocando em momentos de tensão, olhares… Para revelar à raiva dos indivíduos. Existe uma trilha, que toca desde começo, mas o diretor soube usar com sabedoria, pois desperta alguns sentimentos e o objetivo, era esse mesmo.

O Farol, filme de terror psicológico, é uma obra fenomenal! Portanto o diretor utilizou as ferramentas cinematográficas, com sabedoria e os atores se entregaram aos seus papéis, tornando-lhe “palpável”, possibilitando que sejamos empáticos com eles.

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Autor: Evandro Canuto de Sa

Olá, como estão leitores, todos ótimos? Acredito que estão. - Revelando [um pouco] o meu ser, eu nasci no ano de 1999, na cidade de Bauru-SP. Atualmente, estou cursando jornalismo, um curso que está ligado aos meus hobbies e amo jogar. Ademais, gosto e muito de aprender, pois quanto mais conhecimentos, novas portas são abertas.

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